terça-feira, 17 de julho de 2012

Avivamento Missionário - 14.07.12 - 83/100 dias de oração pelo Brasil

Avivar é recuperar, restaurar a vida. Avivamento missionário deveria ser a capacidade de recuperar, de restaurar a missão. Digo deveria, pois a história recente indica que resumimos missão ao trabalho da proclamação de uma mensagem com efeitos sobre uma palavra - a palavra alma - e não sobre uma pessoa - o ser humano e sua vida multidimensional - com repercussões somente em outro tempo e local, o futuro, o céu.

A lógica do paradigma predominante de avivamento é um individuo "ganhando" mais um indivíduo, que "ganha" mais um indivíduo, que "ganha" outro indivíduo", que "ganha" mais um indíviduo ...

Além disso, a missão que pretendemos avivar, não é a missão dos atos de Jesus. O paradigma que se busca recuperar é o dos atos dos apóstolos. Uma coisa é estudar a vida de Jesus, seu caráter e ensinos e orar e trabalhar para que isso seja restaurado em nós; outra, tomar a vida dos apóstolos para avivá-la em nós.


A diferença é que, os atos dos apóstolos, conquanto estejam relacionados à missão de Jesus, são uma manifestação inicial e incompleta do que a convivência de Jesus fez nos discípulos. Em Jesus vemos a manifestação completa da missão a ser avivada. Daí os primeiros discípulos terem investido tempo no registro da vida de Jesus e na reflexão teológica sobre ela, registros conhecidos hoje como Novo Testamento.

A questão é que o paradigma "atos dos apóstolos" é mais facilmente adaptável ao mundo em que vivemos do que o paradigma "Jesus". Os atos dos apóstolos evidenciam ação com resultados imediatos em termos de números de decididos e de igrejas. Os atos de Jesus evidenciam trabalho artesanal, de burilamento de vidas, com efeitos mais demorados, porém profundos, extensos e duradouros.

Somos a sociedade da velocidade, do descartável. Nos empenhamos na pressa para obter resultados na proclamação e "descartarmos" pessoas tão logo elas declarem crer. Crendo, basta que os novos declarantes memorizem que a missão deles é levar outros a declararem que crêem. Alcançado esse objetivo, seu único trabalho com o declarante é que ele memorize que deve reproduzir uma única ação: levar outro a declarar o mesmo.

Nesse estágio a missão com o novo declarante, novo decidido ou crente novo, terminou e ele já pode ser "descartado", ou seja, ser deixado só, na missão de conquistar novos declarantes. O importante é que o resultado - pessoas declarando que crêem - se multiplique.
Os apóstolos conviveram pelo menos 3 anos com Jesus, aprendendo com seus exemplos e palavras, o sentido do viver, os valores com os quais deveriam estar comprometidos e as ações que deveriam ser desenvolvidas em favor do próximo.

No avivamento missionário em evidência, investir tempo conhecendo a vida e ensinos de Jesus é desnecessário e até prejudicial ao modelo reprodutivo em série. Evidência disso é que, no processo de identificação de avivamento raramente se inclui o verbo preparar. Preparar é apenas um detalhe que se resume em aprender técnicas que nos ajudem a levar mais e mais pessoas a "declararem" a fé em Jesus.

Investimento pesado, portanto, é feito na mobilização para envolvimento de pessoas e levantamento de recursos e capacitação para a reprodução, visando resultados imediatos. Não há tempo, nem dinheiro a perder com estudo, exceto se for de técnicas de resultados imediatos.

Investimos em Coentro, não em Carvalho.

Sonho com um avivamento missionário. Ele gira em torno do conhecimento e vivência da vida de Jesus. Se desdobra em pessoas apaixonadas e comprometidas com Jesus, agindo segundo seus dons onde estão inseridas no cotidiano. Sua ação é, primeiramente testemunhal e, como teria dito São Francisco de Assis, se necessário, usando palavras.
Testemunho de vida em primeiro lugar.
No testemunho dos 72, ao retornarem do estágio missionário, não foi evidenciada a quantidade de decididos. Diante da manifestação empolgada com o poder do nome de Jesus ("Senhor, até os demônios se submetem a nós, em teu nome".(Lc. 10:17)), eles ouviram de Jesus: "alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céus". O fato a ser enfatizado é a alegria de pertencerem e serem norteados por Deus.

Gosto de movimentos, eles me empolgam e coopero da forma que tenho aprendido e crido. Gosto mais ainda, quando estão a serviço do testemunho e não somente do anúncio da vida de Jesus. Por isso, o avivamento missionário para o qual me convido e te convido-o a orar é o que visa restaurar, recuperar a vida amorosa de Jesus em nós e sua presença iluminadora em indivíduos e estruturas de sustentação da vida.

Abraços do seu pastor,
Edvar Gimenes

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Adoradores de Mamom ou de Cristo?


 “Sobre terra ou mar, onde Deus mandar irei”. No início essa é a frase que geralmente permeia o ideal das pessoas que se sentem vocacionadas a uma missão. Restringindo mais um pouco: pessoas que se sentem chamadas para pregar ou cantar. Em outras palavras e na linguagem evangélica, aquelas são chamadas a ministrar e estas a adorar.

Vivemos um mundo marcado pelo consumo desenfreado e muitas vezes inconsequente. A busca pelo Ter não se mostra nem um pouco preocupada com os resultados funestos que possam ocorrer. O Ser caiu de moda. O Ter em detrimento do Ser é o caminho. Quando essa é uma ação praticada no mercado financeiro há de se perceber que isso faz parte do cerne desse seguimento. No entanto, quando essa maneira de agir caracteriza quem se diz seguir a Jesus fica inconcebível tal semelhança.

Parece que os evangélicos estão perdendo o rumo quando não questionam essa realidade onde tudo está voltado para o dinheiro. Deus está sendo confundido com bens materiais. Precisamos ter em mente versículos como “de graça recebestes, de graça dai.” (Mateus 10:8b). Pois ao entrarmos em contato com pessoas que querem dá seu testemunho ou pregar, quase todas, quase todas mesmo, cobram para falar daquilo que Jesus fez em suas vidas. Entretanto, ao invés de cobrança pelo serviço prestado ao público, elas dizem apenas ser uma oferta de amor recebida para a manuntenção do seu ministério.  “Pregadores e pregadoras” que mais se parecem com artistas do que com pregadores da Palavra de Deus. Não dá pra entender como um pregador que diz falar em nome de Jesus cobre por uma mensagem até 15 mil reais. O pior é que têm Igrejas e eventos que pagam. Só pra lembrar: o salário mínimo é de R$ 622 e a maior parte dos brasileiros vivem com ele, incluíndo muitos evangélicos dessas igrejas que mantem esse sistema que nada tem de parecido com o Reino de Jesus.

E o que dizer da área musical na igreja. Passamos de adoradores para artistas ávidos pelo sucesso. Está sendo usada as mesmas categorias do mercado, tanto por quem contrata, como por quem é contratado. Exigências como hotéis 5 estrelas e carros de luxo para o transporte até o local do show, que muitas vezes é um templo, está sendo tão normal que caso nao seja cumprida as exigências, às pessoas que dizem ser canal de bênção para o povo de Deus, não vão e ponto final. Isso porque outro pastor e/ou líder contratante estará realizando essas patologias megalomaníacas. Também não dá pra entender como existem igrejas que pagam até 7 mil reais para um cantor participar de um culto e cantar no máximo 30 minutos ou algumas músicas. Em um culto ele ganha o que a maioria dos pastores e pastoras não ganham em três meses de trabalho. Sem falar no sustento dos missionários e missionárias que estão no campo, muitos até passando necessidades.

Em Mateus 6.21 Jesus disse que “onde estiver o seu tesouro, aí estará o seu coração”. O coração simboliza a realidade interior em que  a vida encontra sua verdadeira expressão. A busca pelo reconhecimento e afirmação de muitos cantores e pregadores faz com eles se tornem cada vez mais dependentes das compensações e, consequentemente, mais alienados. Perderam a capacidade de se ver. Perderam o contato com a realidade. Vivem a partir de uma grande fantasia criada por eles mesmos. A fronteira entre a realidade e a ilusão é bem estreita.

O louvor e a pregação tem se tornando cada vez mais funcional e menos pessoal. Diz mais respeito ao fazer do que ao ser. Precenciamos a perda da sabedoria e da santidade na sociedade (Igreja) que busca cada vez mais técnicos e especialistas. Quer trazer uma pregação ou um louvor abençoado para a sua igreja, traga, se puder pagar é claro, o que está no topo da fama ou aquele que está com sua agenda lotada. A Igreja não valoriza mais o sábio, mas o expert ou o técnico. Em outras palavras, aquela pessoa que é, na linguagem evangélica, “uma das maiores autoridades” em determidada área.

Muitas igrejas vêm se transformando em centro de entretenimento religioso. Perdemos a noção do que significa ser cristão.

Vamos parar por aqui, embora esse assunto continue se atualizando no nosso cotidiano, lembrando a parte da música citada no início dessa reflexão que encorajou muitos corações vocacionados no passado e que nos dias atuais parece ter perdido não só seu sentido, como sofreu alguns acréscimos: “Sobre terra ou mar, onde Deus mandar (claro que mediante pagamento, ou melhor, oferta de amor) irei”.

Com base na Palavra de Deus aprendamos a ser os “verdadeiros adoradores que adoram ao Pai em espírito e em verdade”.

 Fábio Porto

domingo, 13 de maio de 2012

Mãe uma expressão do amor de Deus


A linguagem humana não consegue declarar a essência – Mãe – essa dádiva de Deus à humanidade. Por mais que os poemas e as músicas tentem, não conseguem definir o que é ser mãe. Assim sendo, não queremos tentar enquadrar as mães em alguma categoria que possa ser compreendida por nossa razão ou até mesmo pelos sentimentos. O que desejamos é apenas louvar a Deus pela sua criação.

Quem lê essas palavras já teve o privilégio de ser, pelo milagre da criação, envolvido pelo ventre materno por alguns meses de aconchego, proteção, carinho e tudo mais que apenas o amor pode conter. Por esse processo passaram até mesmo aquelas que hoje tem a satisfação de ser mãe, mainha, mamãe... e ao sair do conforto do útero somos envolvidos por braços que acolhem e nunca cansam de amar por gestos inefáveis. 

Portanto nesse dia que chamamos dia das mães, onde temos plena convicção de não ser apenas esse dia e sim todos os dias, horas, minutos, segundos e momentos, que demonstram o amor de mãe, queremos homenagear todas as mães agradecendo a Deus pela existência dessas que dão ao mundo a certeza do verdadeiro amor. Em outras palavras, mãe é também uma expressão do amor de Deus por nós, e deste modo, não tentemos explicar o inexplicável, e sim, viver intensamente esse amor de mãe.

Um xero no coração da minha mainha: Nice!!!

Parabéns a você que é mãe!!



Fábio Porto

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Jesus perdoa e muitos pastores condenam




Infelizmente alguns estão equivocados quanto a graça do Pai em relação ao perdão e a vivência religiosa. Estão cumprindo leis e ritos dizendo que estão sendo fiéis a Deus. Lembrando que a única coisa que Jesus pediu foi para amar a Deus e ao próximo do mesmo jeito que ele amou.

Muitos líderes sempre criticaram, com razão, movimentos que surgem trazendo soluções para a espiritualidade e principalmente para o crescimento numérico dos membros em dias de culto. No entanto, nos dias hodiernos alguns estão enveredando por esses caminhos que antes eram censurados. Muitos desses pastores dizem ser defensores da sã doutrina, e se orgulham de não participar de nenhuma seita, apesar de na prática serem sectários.

O que observamos é que se um pastor de alguma igreja grande começa a dá seminários e treinamentos, geralmente outros líderes não olham o caráter ou vida desse pregador. Não levam em conta se ele se parece com Jesus que é o pressuposto básico e único para um líder cristão. O que está dando a esses pregadores a autoridade para ensinar é apenas o número de membros que eles têm em suas igrejas. Em outras palavras, o que vale é o salário, fama, carro, quanto eles mandam para as campanhas de missões e plano cooperativo, o sucesso. Liderança assim está nos moldes de Mamon e não de Jesus.

Ficamos tristes quando verificamos que pastores com anos de ministério, que sempre criticaram os modelos prontos e encaixotados, estão aceitando esses discursos que ao invés de libertar aprisionam as pessoas dentro de um calabouço doutrinário, onde o que não estiver de acordo é do demônio e deve ser expurgado. A cada viagem e congresso mudam o direcionamento de suas igrejas.

Alguns treinamentos estão formando tiranos e não discípulos e discípulas de Cristo. Pastores que se orgulham de excluir pessoas que não estão de acordo com os seus devaneios teológicos. O nosso nordeste, “terra que se plantando tudo dá”, tem recebido uma teologia sulista, não mais a do sul dos EUA, pois essa ideologia já está presente no inconsciente coletivo religioso brasileiro, onde pessoas divorciadas, por exemplo, não podem servir a Jesus e para eles estão condenadas ao inferno. Jesus perdoou uma prostituta e a enviou a pregar o evangelho, porém para alguns pastores os divorciados só servem para “limpar banheiro” e olhe lá. Pastores que ao invés de cuidar das ovelhas que já sofrem o estado de separação, ainda levam uma mensagem de mais separação aos que sofrem. Não levam em conta que em todo rompimento existe muita dor, principalmente por parte daqueles que acreditam na família como sendo uma bênção de Deus e que estão sofrendo pela separação. Tem ainda aqueles que dizem que a mulher mesmo apanhando não pode fazer nada que não seja permanecer nisso que eles chamam de casamento. Pastores que acreditam que casamento seja um papel autorizado pelo Estado e não a união de corações com a benção de Deus. Não importa quem errou todos os divorciados estão condenados, dizem eles usando a Bíblia. Esse evangelho só pode ser o dá marcha ré.

Pastores e líderes que foram chamados para anunciar o evangelho da libertação estão tomando parte no juízo, que só pertence a Deus, e colocando no inferno ou excluindo das atividades da igreja aqueles e aquelas que Jesus perdoou. Na ordem dos pastores não pode existir divorciados, mas os que mentem, são arrogantes, facciosos, só pensam em dinheiro, maltratam suas famílias por serem machistas, será que essas coisas não são pecados? Será que aqueles que estão separados dentro de casa não estão separados diante de Deus? Esses pregadores precisam voltar a estudar a Bíblia, pois estão se valendo de sua autoridade pastoral, ao mesmo tempo em que condenam aqueles que se intitulam apóstolos ou bispos, para ensinar coisas que dizem respeito às suas idéias.

Porque será que as armas desses pregadores só estão apontadas para homossexuais e divorciados? Porque não existe uma marcha em direção ao congresso nacional mostrando que os evangélicos estão indignados com a corrupção e os desmandos da politicagem brasileira (inclusive daqueles políticos que se dizem crentes)? Porque os profetas só são profetas nos templos e nunca nas ruas? Onde estão os defensores da Bíblia que não observam o cotidiano para saber que na injustiça nunca teremos paz como bem afirmou o salmista? Há muito deixamos de ser protestantes e/ou cristãos para sermos evangélicos, eis aí um verdadeiro tema a ser pregado.

Santo Agostinho alertou que “se escolhemos partes do evangelho em que acreditar, não é no evangelho que acreditamos, e sim, em nós mesmos”. Partindo desse pressuposto, podemos concluir que alguns pregadores já perderam a fé em Deus, pois acreditam em si mesmos dizendo que estão acreditando em Deus. São pregadores de “Deus” sem Deus. Pastores de “fé” sem fé. Seguem uma linha fundamentalista ortodoxa dizendo que estão seguindo uma suposta revelação progressiva acreditando que Gênesis foi o primeiro livro a ser escrito e apocalipse o último. Esquecem o que estudaram nos seminários onde a TENAK ou os escritos do Antigo Testamento hebraico não estão relacionamentos dessa mesma maneira que temos hoje na Bíblia. Criticam os que seguem a lei e estão construindo outras leis. Querem ser literalistas, mas não guardam o sábado e nem sacrificam no templo. Alguns da mesma forma que os escribas e fariseus usam o texto bíblico para condenar as pessoas dizendo “está escrito”, mostrando dessa forma que também não entenderam o Espírito da Lei. Jesus também disse que está escrito que devemos amar ao próximo, ser misericordiosos e ajudar os fracos. Citar versículos sem contexto em prol de uma causa não é honesto, pois confundem aqueles que têm pouco conhecimento da Palavra. “Um amontoado de blocos não é uma construção.” Não condeno esses pregadores, apenas acredito que estão equivocados em suas interpretações bíblicas.

Essas palavras são também minha oração. Oro para que o sonho do pastor batista Martin Luther King Jr aconteça ainda em nossa geração de cristãos, onde possamos andar de mãos dadas reconhecendo que todos e todas estão no mesmo nível de pecadores perdoados e justificados diante de Deus. Onde a arrogância ministerial seja trocada pelo avental do serviço cristão que é o doar de si ao próximo. Oro para que o mundo veja em nós não os novos inquisidores, mas os arautos de uma mensagem que liberta o ser humano do pecado. Oro para que os pregadores, pastores e pastoras, não confundam as pessoas com os seus pecados e queiram resolver o problema do pecado matando as pessoas pecadoras como era na antiga aliança. Regra de ouro: por trás de todo pecado existe um ser humano que é amado do Pai.

Como a minha oração pode não ser ouvida, nem aceita e até mesmo contestada, oro para que a oração de Jesus em João 17 seja concretizada entre os discípulos e discípulas de Cristo: “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste”.

“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” João 8.32. Amém!

Fábio Porto

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Uma Rosa de 80 anos



Era Outono de 1932, em um momento de rara beleza, o mundo recebe mais uma criança que encheu a Fazenda Gentir de alegria e esperança. No dia 08 de abril o casal Hortêncio Pereira da Silva e Laurinda Rosa da Silva estava com seus corações felizes pela chegada de Maria Madalena Rosa da Silva.

Essa criança que no seu crescimento desabrochava perfeita como uma rosa, toda tarde por 17 anos ajudava seu pai Tênso, como era carinhosamente chamado, a separar as vacas dos bezerros para que no outro dia bem cedo o leite fosse tirado.

Como toda menina de sua época, durante o dia desenvolvia muitas atividades, tais como, fiava na roda, fazia bico de renda, fazia cobertor, costurava, fazia requeijão, carne do sol e etc. Nessa lida sempre tinha a companhia do seu querido pai.

Por falta de oportunidade nunca frequentou uma sala de aula, ainda mais que a escola além de ser distante, só estudava padres e professoras. Se não bastassem essas dificuldades, tinha ainda a questão de seu pai, pois ele não a deixava sair de casa para estudar, passando adiante uma tradição que ele havia herdado. Vale ressaltar que mesmo não tendo acesso a uma sala de aula, Maria Madalena não deixou de se tornar uma mulher virtuosa e cheia de sabedoria, fruto de um coração repleto de amor e compromisso com a vida.

No entanto, a menina cresceu, e no dia 10 de maio de 1949, aos 17 anos, Maria Madalena casou-se com Deusdete Ferreira Porto (em memória). Na Igreja da fazenda Tábua, onde ela chegou linda com seu vestido de noiva e montada em um cavalo, uniu-se ao seu esposo pelos laços do matrimônio. Além da presença da família e dos amigos, tiveram como padrinhos de casamento José (Cajá) e Telvina, moradores da fazenda Três Lagoas.

Aquele foi de fato um dia festivo para Maria Madalena e Deusdete, pois além do casamento, eles batizaram na mesma Igreja Ercila Rosa da Silva (Tia Sila) que é sua única irmã.

Da união desse casal nasceram nove filhos. Em 1950 Alaíde, a primogênita do casal, deu início ao aumento da família. Depois dela vieram Valdenice, Maria Anísia  e Jay (em memória), Siole, Pedro, Lédia, Creuza e Carlinhos.

Louvamos a Deus pelos 80 anos dessa mulher virtuosa que construiu uma família cheia de amor e paz. Que Jesus continue fazendo acontecer sua vontade na vida dessa que é mãe, irmã, vovó, bisa, amiga e acima de tudo, uma cristã exemplar: Maria Madalena.

Acreditamos que o poeta pensou em mulheres como essa ao escrever:

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida....
Maria, Maria... Maria Madalena.

Que essa mulher, que tem Rosa até no nome, continue a perfumar nossas vidas com a sua existência e carinho, muitas vezes silenciosa, mas sempre presente. Essa é a oração que seus familiares e amigos fazem em seu favor:

Que o SENHOR te abençoe e te guarde;

O SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti;

O SENHOR sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.

Números 6:24-26

08 de abril de 2012